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Não é raça, é inteligência mesmo

Outro dia fui jogar bola com os amigos. Diferente da maioria das vezes, não era uma quadra de society, mas de salão. Bola pesada, colada no pé, jogo pelo chão. Sou magro, não muito alto e nunca fui muito bom de cabeça então naturalmente a preferência sempre foi por passes rasteiros mesmo. No futsal isso acontece perfeitamente.

Escolhemos os times e o nosso ficou legal, mas corremos igual loucos na primeira partida e perdemos. A marcação estava errada, a gente ficava longe um do outro na hora de sair com a bola e não conseguia chegar na área dos caras pra chutar. Alguns minutos de descanso depois, voltamos e parece que o time se acertou. Em algumas horas eu ficava na frente como pivô marcando a saída adversária, fechando linhas de passe, enquanto os outros jogadores colavam nos adversários, fazendo eles forçarem toques mais longos, onde a gente recuperava a bola. Outras horas saíamos com calma de trás, sem pressa de cruzar o meio da quadra ou finalizar e ganhamos a calma necessária para construir nosso jogo, mesmo quando começávamos perdendo.

Essa mudança simples foi fundamental pra que o time ganhasse jogos sem parar por mais de uma hora. 2 gols e próximo, 2 gols e próximo até que em vacilos na saída de bola e num contra-ataque perdemos um jogo. Os jogadores eram os mesmos o tempo todo e com um ajuste simples arrumamos o time. Os adeptos teriam ficado eufóricos com tal desempenho, se tivesse algum por ali (alô football manager).

A comparação é boba, mas dependendo do contexto, uma mudança de técnico faz com que o mesmo elenco produza um futebol muito melhor jogado, com muitas variações sem necessariamente troca de jogadores. Passa claro, por entender o que cada um pode entregar para o time. Não adianta, por exemplo, deixar um volante com um passe ruim responsável pela saída de bola, ou um atacante ruim de cabeça para disputar a 1ª bola pelo alto, mas às vezes move-los alguns metros pra frente ou pra trás e vê-los dominarem o campo, sem ter que dar carrinho na lateral para que a torcida os reconheça.

No nosso jogo em nenhuma hora deixamos de correr, ou achamos que podíamos ganhar a hora que quiséssemos. Não era esforço, mas um pouco de organização tática, por mais bobo que isso pareça num jogo entre amigos. Ter disposição e mostrar vontade são pré-requisitos dentro de uma quadra ou um campo, não diferenciais.

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É bom conversar quando se está jogando bola porque um ajuda a corrigir o posicionamento do outro. Gosto muito de chamar outro atacante e dobrar a marcação na saída de bola pra tentar roubar e já fazer o gol, às vezes dá certo. Que orientações você costuma passar pros colegas de time?

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