em Posições

Posições e suas funções no campo

A ideia principal de cada posição não passa muito longe da noção geral que se tem sobre elas. Atacantes devem marcar gols, goleiros e zagueiros devem evitá-los, meias devem criar as oportunidades para que os gols apareçam, às vezes junto com os laterais, que atacam e defendem e é esperado que os volantes tomem a bola do adversário. É uma simplificação ingênua, mas também não são as únicas tarefas de cada um.

Goleiros também servem para reiniciar o jogo pelo chão num tiro de meta, pra evitar aquele incrível fenômeno da parede invisível que normalmente acontece após um chutão. Zagueiros e volantes se posicionam e recebem essa bola para iniciar o ataque, e uma movimentação muito louca que eu ainda pouco compreendo de todo o time – e também do adversário na marcação – faz com que se chegue na outra meta.

Não parece ser algo do futebol moderno™  essa mistura de funções. Se a gente olhar para trás dá pra lembrar de Cesar Sampaio e Falcão, volantes que não se limitavam a roubar a bola, mas facilitavam todo o jogo para seus companheiros. Ou o alemão Beckenbauer, zagueiro que coordenava o início da fase ofensiva das suas equipes. Romário foi visto por boa parte a geração que tem hoje até 30 anos – e não acompanhava o futebol carioca – como alguém que foi fatal na área, mas preguiçoso fora dela, o que também não é verdade, sendo um atacante que sabia aliar sua inteligência e velocidade dentro do campo com um posicionamento absurdo para marcar.

Por conta da exposição que a internet permite, é natural pensar que a careta da foto do instagram vai refletir falta de seriedade quando este jogador estiver em campo; e quando a marra é muito grande, a exigência sobe na mesma proporção. Então surge o desejo pelo zagueiro-zagueiro, o volante pegador, o centroavante nato, o 10 clássico (prometo escrever sobre todos), sendo que outros fatores também têm que ser levados em conta quando um time é montado. São eles que vamos descobrindo juntos e compartilhando por aqui com o tempo.

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